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Acessibilidade na televisão brasileira – [Ver TV]

 

O Brasil tem mais de oito milhões de pessoas cegas ou surdas ou com graves deficiências auditivas ou visuais. Para elas, não é fácil ter acesso à TV, pois os recursos audiovisuais ainda são limitados. O Ver TV analisa os problemas enfrentados por essa parcela da população e  como as leis sobre acessibilidade na TV aberta tem sido praticadas pelas emissoras.

O programa recebe o o ativista Paulo Romeu, que participou do grupo que contribuiu para a definição de normas que obrigam emissoras a oferecer recursos de acessibilidade aos telespectadores; o filósofo Tuca Munhoz, ativista dos direitos de acessibilidade há mais de 30 anos e secretário adjunto da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da cidade de São Paulo; e tradutora e professora de audiodescrição Ana Júlia Perrotti Garcia, coordenadora do Curso de Inglês Online da TV Cultura, que utiliza recursos de acessibilidade.

Em 2006, o Ministério das Comunicações criou uma norma que obriga as emissoras a oferecerem quatro recursos de acessibilidade aos telespectadores: legenda oculta (closed caption); dublagem (tradução dos programas em língua estrangeira); libras (linguagem de sinais) e audiodescrição (narração verbal do conteúdo, para pessoas cegas ou com baixa visão). Entretanto, em comparação com outros países, o Brasil está atrasado, avalia Paulo Romeu. Na Inglaterra, o país mais avançado na acessibilidade na TV,  já se chegou a 100% da programação legendada em algumas emissoras. Nos Estados Unidos, a cultura da acessibilidade também avança. Segundo Paulo Romeu,  “não se discute se é caro, barato, difícil: está na lei, tem que se fazer”. O ativista afirma que acessibilidade é um direito e não assistência social.

Fonte: Tv Brasil

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